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Diego Besou divide o palco, e as histórias, com sua personagem mais amada, a irreverente Enfermeira Jussara.
Juntos, eles mergulham nas situações mais inusitadas vividas dentro da área da saúde: plantões caóticos, equipe em surto, pacientes intensos e aquelas cenas que, se não virarem piada, viram terapia.
Diego conduz o público por relatos carregados de verdade, ironia e identificação. Já Jussara chega sem freio, e sem roteiro, contando histórias de vida atuando na área saúde e histórias de vida sem saúde também.
Em um dos momentos mais aguardados do espetáculo, ela transforma a plateia em parte do show, criando um momento totalmente improvisado, sem texto e sem ensaio. É ali que tudo pode acontecer.
Entre uma gargalhada e outra, Nem Que Eu Surte no Plantão celebra o profissional da saúde que não é “rico” de dinheiro, mas sobrevivente de uma profissão, rico de histórias, de cicatrizes, e até rico de boas amizades construídas entre risadas e fofocas na copa.
E quando o riso já tomou conta do teatro, o espetáculo ganha uma virada. Diego deixa o humor respirar e traz uma reflexão à altura do enfermeiro que existe por trás do artista. Um momento sincero, humano e emocionante que relembra o propósito da profissão, a dignidade de quem cuida e a grandeza silenciosa de quem escolheu salvar vidas, mesmo quando ninguém está aplaudindo.
No palco, Diego e Jussara representam dois lados da mesma realidade, dois lados da mesma pessoa: a comédia como sobrevivência e a vocação como missão. No final, o público sai leve, representado e, acima de tudo, valorizado. Porque ser da saúde é, acima de qualquer coisa, ser rico de experiência.